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FALAMOS COM...

Tomás Chiaverini. Jornalista. 27 anos. Autor do “Cama de Cimento”, livro que narra a vida dos moradores de rua da cidade de São Paulo. Por hora está trabalhando no seu segundo livro, ainda sem título, que explora o fenômeno da cultura trance.

Rapaz de rosto simpático e perguntas curiosas. Um belo ouvinte. Aquele tipo de pessoa que você pode ficar por horas conversando que o assunto nunca acaba. Ele observa tudo. Participa em silêncio. Não entra na dança. É profissional, diria.

O conheci por acaso na viagem para o Festival Trancendence, em que estávamos no mesmo ônibus participando da rota de 25 horas até Alto Paraíso, em Goiás. Tomás colhia material para o seu livro. Era novato no mundo das festas eletrônicas, e já encarava um festival como o Trancendence.

Tomás se sentava no banco atrás do meu. Nas paradas dividíamos um dedo de prosa e um cigarro a tira colo. Mas seu maior companheiro era um bloco de folhas amarelas e uma caneta bic. Ele sempre anotava algo. Isso intrigava a mim e a todos que estavam naquele ônibus. A pergunta que corria entre os acentos: Como será que vai ficar esse livro?

Em entrevista ao Essential, ele conta como está sendo a elaboração do trabalho que despertou a curiosidade da galera. Explica também o que o levou a ser jornalista, e como chegou até os livros. E, claro, quais suas pretensões com o seu novo título e como está sendo essa novidade em sua vida, afinal, ele está passando por tudo que um bom raver passa, ou já passou...

Confira, vale a pena!

Essential - Por que quis ser jornalista? Conte um pouco sua trajetória até chegar aos livros.

Eu sempre gostei muito de ler, de escrever, e sempre me interessei por assuntos diversos, então o jornalismo foi a opção natural. Também tive uma professora de português, no colegial, que sempre insistiu para eu fazer alguma coisa nessa área, o que acabou me influenciando bastante.

Comecei a trabalhar na área de jornalismo ainda no segundo ano de faculdade, fazia matérias para um site de um banco, que abordava questões relativas à vida universitária. Quando me formei, ao invés de procurar um estágio como todo mundo faz, juntei o dinheiro que havia ganhado com essas colaborações, coloquei uma mochila nas costas e fui para Manaus.

A idéia era trabalhar como freelancer, procurar assuntos interessantes para vender. Passei um mês indo a tudo que era instituto de pesquisa, empresas, e órgãos do governo e conversando com assessores de imprensa em busca de pautas. Em cada lugar que eu ia me apresentava como repórter de um meio de comunicação diferente. Quando falava em um instituto de ciência dizia que era da Revista Superinteressante, quando ia falar de política dizia que era da Folha de S.Paulo, e assim por diante. Tudo mentira.

Mas assim, acabei conseguindo umas pautas bacanas. Primeiro, acompanhei uma missão de ajuda humanitária da Força Aérea, em que fiquei uma semana voando com uma equipe de médicos em atendimentos à população ribeirinha, na calha do rio Juruá. Um aviãozinho monomotor que parava cada dia em uma cidadezinha na beira do rio. Essa matéria saiu na revista Carta Capital. Ainda fiz uma outra, bem tensa, sobre conflitos indígenas em Roraima, que saiu no site da Caros Amigos.

Fiquei cinco meses viajando pela região da Amazônia. Quando voltei a São Paulo, como não tinha nada engatilhado, resolvi ir atrás de pautas para continuar atuando como freelancer. Foi aí que conheci o trabalho de uma amiga, que fazia artesanato com população de rua. Comecei a escrever uma matéria sobre o assunto, mas logo percebi que o tema dava muito mais pano pra manga e engatei na elaboração do livro.

Passei um ano fazendo só isso. Dormi embaixo do viaduto do Glicério, me disfarcei de desabrigado, fui recolhido pela prefeitura e entrevistei tudo que era especialista no assunto.

Quando terminei de escrever o livro, fui selecionado pelo programa de treinamento da Folha de S.Paulo. Trabalhei lá por um ano e meio. Enquanto isso, continuava procurando editora.

Foi só dois anos depois de terminar a apuração que consegui que a Editora Ediouro publicasse o Cama.

Essential - Como surgiu a idéia de escrever um livro sobre a cultura trance?

Eu estava de férias, em Boipeba, na Bahia, com a minha namorada. A gente estava em um restaurante e um casal de estrangeiros na mesa ao lado não conseguia se entender com o garçom. Resolvemos ajudar e acabamos ficando amigos dos dois. No fim ele era DJ e tinha acabado de tocar no Universo Paralello. Depois ele me apresentou para uma turma de DJs e ravers e todos começaram a me contar sobre esse mundo fantástico (e para mim desconhecido) das festas. Na hora eu percebi que aquele era um ótimo tema para um livro-reportagem.

Essential - O que você busca com o livro? Quais são as suas pretensões nesse trabalho?

Minha pretensão é criar um amplo panorama desse universo. É retratar esse fenômeno que talvez seja uma das maiores identidades da juventude atual, não só no Brasil, mas no mundo todo.

Como não sou especialista em música eletrônica, esse não será um livro especificamente voltado para os admiradores de raves, DJs e afins. Claro que haverá histórias interessantes para eles, mas tenho o objetivo de alcançar um público maior.

A idéia é que aquele sujeito que nunca esteve em uma festa possa ler, se divertir, se emocionar e entender esse fenômeno de uma forma ampla, livre de preconceitos e de juízos de valor.

Além disso, eu sempre tenho uma preocupação muito grande com a plasticidade e a fluidez do texto. Tem que ser bonito, instigante e gostoso de ler. Por isso, o livro virá recheado de perfis de personalidades, de histórias curiosas e de descrições de festas e viagens a festivais.

Terá a história de como Rica Amaral deixou a odontologia para ser DJ, de como Dimitri (fundador da Mega-Avonts) viveu por anos em casas invadidas em Londres, de como André Meyer (um dos primeiros a tocar psytrance por aqui) conseguiu um gerador para organizar uma rave na Romênia, durante um eclipse solar.

Haverá histórias de ravers que foram abandonados pelo próprio ônibus no caminho do Trancendence, de tão ruim que a estrada era; haverá uma descrição de como Alok e Swarup organizam o UP; haverá descrições de rituais de suspensão humana; de experiências na pista de dança; e haverá um cuidadoso histórico da evolução das festas, desde os squats londrinos, passando por Goa e Trancoso, até chegar nas 1400 festas que tivemos em 2007.

Essential - Como está sendo a pesquisa para elaboração do livro? Além das festas e dos festivais, quais são seus reais contatos com o trance?

A pesquisa tem basicamente três frentes:

A primeira é a leitura e a pesquisa documental de tudo o que está à disposição. Desde livros estrangeiros até matérias da imprensa nacional, passando por teses e dissertações.

A segunda são as entrevistas: DJs, produtores, organizadores, ravers, políticos, sociólogos, policiais e etc.

A terceira é o trabalho de campo: ir a festas, acompanhar a montagem, acompanhar DJs em ação, ou ficar na cola de um grupo de ravers, como aconteceu durante o Trancendence.

Essential - O que a cultura trance tem representado para você?

Acho que a música eletrônica está para a geração atual como o rock esteve para a dos nossos pais. Creio que não haja nada tão global na área de entretenimento jovem quanto a música eletrônica. E a cultura trance e as festas são como que a intensidade máxima desse universo.

As raves ocorrem de forma semelhante no mundo todo, existem pessoas que passam a vida viajando de festa em festa... Não há nada tão atual e mundial quanto uma festa rave.

Aproveito aqui para explicar o uso do termo rave: apesar de alguns afirmarem que ele se tornou pejorativo, acho que não há nada que possa identificar melhor esse tipo de evento. E não creio que mudar o termo vá alterar de alguma forma o modo como a sociedade em geral enxerga o fenômeno.

Essential - As experiências e o contato com as pessoas desse mundo mudaram algo na sua vida? O que você tem aprendido com tudo isso?

Essa é uma pergunta bem difícil de responder, porque nossa vida está permanentemente mudando. Estou há oito meses mergulhado nesse universo. É claro que muita coisa mudou, mas acho difícil apontar uma específica. Fiquei oito meses mais experiente, hehe.

Essential - Como você descreveria as pessoas que participam deste tipo de celebração?

Acho difícil generalizar, porque em uma festa há todo o tipo de gente. Mas vamos tentar.

São jovens, urbanos, de classe-média para alta. Muitos enxergam nesse movimento algo mais amplo do que apenas uma balada, acreditam em uma filosofia de paz e amor que tem muito a ver com os ideais hippies, muitos dos quais vêm de religiões orientais.

E creio que essa preocupação com uma nova postura, com os princípios do PLUR (paz, amor, união e respeito) dão a algumas festas (não a todas) um clima de harmonia e respeito que é difícil de ser encontrado em outros eventos de diversão de massa.

Essential - Sabe-se que a grande imprensa noticia o mundo das festas eletrônicas de uma maneira pejorativa, o que você pensa sobre isso?

Acho que o jornalismo sempre tende a dar mais atenção ao lado ruim de qualquer coisa. É assim que funciona, mesmo porque é o que o leitor de jornal, por exemplo, está buscando.

Você nunca vai ler na manchete de domingo que a madrasta trata afilhada tão bem quanto a filha, porque isso é normal, não vai atrair leitores. Mas se a madrasta joga a menina pela janela, isso vai estar no alto de todas as primeiras páginas e as pessoas vão comprar mais jornal por conta disso.

Da mesma forma, se a Tribe fizer uma festa sem incidentes, isso será normal, não despertará curiosidade. Já se um garoto morre durante a festa e outros tantos morrem em acidentes na estrada, há uma novidade, uma catástrofe que vai vender jornais e aumentar o ibope do Fantástico.

No meu trabalho, eu pretendo atrair leitores pela qualidade do texto, pelo compromisso em retratar de forma fiel aquilo que estou vendo, e pelas histórias interessantes e curiosas, sejam elas trágicas, dramáticas ou cômicas.

Essential - Como você vê a relação da música eletrônica com as drogas? Você já teve contato com elas?

Acho que a música e a droga sempre caminharam juntas desde os povos primitivos até hoje.

O que seria de Pink Floyd, Beatles e Led Zeppelin se não fosse o LSD? Como seria a música de Bob Marley sem a maconha?

Da mesma forma, tenho certeza de que a música eletrônica está muito ligada com o ecstasy e isso é senso comum entre os especialistas no assunto, principalmente os estrangeiros. O MDMA foi, inclusive, um dos responsáveis pelo surgimento das festas londrinas onde, pela primeira vez, a juventude segmentada inglesa conseguiu se unir e divertir todo mundo junto, em um mesmo lugar, ouvindo o mesmo tipo de música.

O ecstasy foi um dos principais responsáveis pela popularização da música eletrônica, do house e do techno, que antes estavam restritos a clubes gays. Também existe a relação com o tempo das festas, que foi se esticando cada vez mais.

Hoje há muita hipocrisia, tanto de alguns produtores, que negam o fato óbvio de que essa relação existe, como de certos setores da sociedade que vêem as raves como um antro de perdição. Enquanto isso, as drogas ilícitas estão presentes em festas universitárias, no carnaval, em rodeios e assim por diante. E as drogas que mais matam, que são o cigarro e o álcool, são legalizadas.

Durante a apuração do livro eu fiz uma experiência com MDMA em uma rave. Foi extremamente importante para a compreensão desse fenômeno e, mais do que isso, foi uma experiência pessoal enriquecedora.

Apesar disso, eu não sou a favor do consumo de drogas, principalmente pelo fato de que, ao comprar um comprimido de ecstasy, um baseado ou um papelote, você está alimentando ladrões, assassinos e estupradores que são os principais responsáveis pela violência no Brasil e no mundo.

Essential - Seu primeiro livro o "Cama de cimento", trata-se de uma narrativa sobre os moradores de rua, os seus leitores o consideram um observador, o que você acha sobre isso?

Meu pai, depois de ler o Cama, criou um termo que achei muito divertido para descrever meu trabalho: “envolvimento não-participativo”.

Gosto de observar e principalmente de ver as pessoas em “ação”. Às vezes, você assistir a uma conversa entre seu personagem e um amigo, ou reparar na atitude dele em relação a determinado acontecimento vale mais do que horas de entrevista.

Essential - Depois do livro pronto você pretende cultuar o trance? Ou como dormir em baixo da ponte, só fez parte do trabalho?

Cultuar é uma palavra um pouco forte. Mas acho que poderei voltar a freqüentar festas no futuro sim. Mesmo porque acabei fazendo amigos nesse universo.

Essential - Qual a data da entrega do projeto e quando ele estará nas prateleiras?

O projeto deve estar pronto em fevereiro, por que pretendo acompanhar todo o processo de montagem do Universo Paralello, que acontece na Bahia, durante o ano novo. Espero que entre abril e maio ele já esteja “numa livraria perto de você”.

Tomás me parecia íntegro. Hoje me parece mais!

Por Paula Romano
Fotos: Arquivo Pessoal




O livro já foi lançado ??? qual o nome ??
obrigado.
josé maria 08/09/2009, 15:31

Gostaria de ler matérias sobre o Festival Universo Paraleo de 2008-2009...
onde leio sobre o asunto...
Mas quero dizer que considero muit interessante e enriquecedor para o leitor o olhar com o qual Tomás Chiaverini observa a vida latente nas situações corriqueiras e adversas do dia - a-dia das pessoas nas várias situações possíveis de serem encontradas.
Parabéns e muito grata pelo alerta.
Iris
maria iris santos 10/01/2009, 13:09

opa mantenha informado sobro o livro aí.. quando saír .. i pá.. !!

quero da uma conferida.. !!!

abraço.. !!

k_rlin_5@hotmail.com
mUtAnTe !!! 07/12/2008, 20:33

mto legal da sua parte qrer "mostrar" pra quem não conhece nosso mundo, e vc falou de um fato q sempre estou falando com alguém, (alcool e tabaco), eles acham diferente de outras drogas.
¬¬
Parabéns pela ideia !
boa sorte !
Roger 30/09/2008, 09:29

Otemo Trabalho!

-Aplicar/Traduzir este Universo .. como citou na entrevista,'dá pano pra manga'
Desejo uma Boa sorte e um bom desempenho na escrita, neste universo paralelo.. comentarios são dispensados; Porém os FREAKS mantem o diálogo !


Um Abraço.
Lu.Noronha 16/09/2008, 02:37

Uma pena que esse livro venha apenas agora quando a cultura está contaminada por pessoas que vão em raves somente para se drogar ou chamar a atenção com pirulitos gigantes, roupas de grifes danças esquisitas. parabéns ao Tomás Chiaverini pela iniciativa.
Adriano Borges 05/09/2008, 12:17

é isso aíi..
as festas tem um simples sinonimo,
e esse ''sinonimo'' é LIBERTAÇAO!
me desculpem, mais existe festas melhor do q essas ??
nunkaa.
eh noix abc
pedro huebra 26/08/2008, 20:24

Thomás, parabéns pela entrevista... ja achava que o livro ia ser ótimo, depois de ler tudo isso tenho certeza!

Obrigada pela sua cia na nossa excursão, foi ótima :D
Paulinha 21/08/2008, 19:53

tomas adorei seu comentario... sobre a musica elétronica.
axó que nesse mundo tão grande deveremos respeitar nossa religião do geito que é um grande abraço.
serginho 19/08/2008, 23:21

Também conheçi um pouco do Tomás e seu foco no resultado final, agora vamos aguardar!
Rodolfo 19/08/2008, 21:10

Caro Chikinitus,

O termo "trance" (que também quer dizer transe, em inglês), refere-se a um estilo musical surgido na Europa, no início da década de 1990.
Atualmente ele está aliado às raves, como uma espécie de apelido do termo psytrance (outro estilo musical que evoluiu do trance europeu). Mas não fui eu que o utilizei para "intitular" a cultura raver.
Produtores,DJs e especialista em música eletrônica é que fizeram essa associação.
Já o termo psicodélico, ao contrário do que você afirma, abrange algo muito mais amplo do que a cultura raver.
Ele vem sendo usado desde a década de 1960 e foi primeiro aplicado como referência ao universo do LSD.

Abraços a todos e obrigado pela força.
Tomás Chiaverini 19/08/2008, 20:52

Chikinitos, você devia trocar de apelido para tentar passar um pouco de credibilidade. Aliás, não né... viva o Brasil e a arte de intitular tudo a sua maneira.
Fernanda 19/08/2008, 20:06

Tomara que ele aprenda que ANTES do Goa o trance já existia e que ao invés de se referir a cultura do PSY como "cultura trance" ele pode se referir, simplesmente, como cultura psicodélica.

Enfim, viva o Brasil e o direito de intitular TUDO a sua maneira o/
chikinitus 19/08/2008, 19:45

ótima entrevista! o tomás é realmente bom no que faz!
tulio 19/08/2008, 15:32

Vai ser uma ótima leitura

=D
Fernando Fiel 19/08/2008, 14:42

Muito boa a entrevista Paulinha, tb estive na viagem pra TCDC, e to botando muita fé nesse livro, conversei um pouco com o Tomás também e ele realmente tá fazendo um trabalho imparcial, retratando o que está vivendo nesse universo das festas. Agora só nos resta esperar o lançamento do livro, creio que vem coisa boa por aí.
Fernando Buzz 19/08/2008, 14:07

Adorei a entrevista e a boa iniciativa to Tomás Chiaverini. Que ele faça sucesso com este livro, pois, assim como muitos, também irei atrás dele para saber sua opinião destituída de preconceitos e idéias pré-concebidas sobre nossas festas!
Jorge Henríque Colluço 19/08/2008, 10:59

Muito boa iniciativa desse cara, é importante registrar o que está acontecendo agora para mostrar para o futuro como é a juventude atual.

Estou apenas começando neste mundo das festas, mas posso dizer que já sou um apaixonado.

Sucesso e boa sorte!

Curti o UP por mim.
Eduardo Martinez 18/08/2008, 15:15

Fiquei muito curioso para ver como vai ser esse livro. Tomará que o Tomás consiga mostrar a verdadeira essência das festas, mostrar o pessoal que faz uma rave ser a melhor coisa do mundo.

Uma pena que a cultura trance se perdeu, minha esperança é que com o tempo o mundo eletrônico deixe de ser uma modinha e se consolide como cultura.

Acho que só assim o mundo raver vai ser respeitado.
Marcus Andrade 18/08/2008, 15:13

Parabéns pela iniciativa e pela forma ética em que expõe suas observações. Vai ser sucesso !!!
Guilherme 18/08/2008, 13:17

A entrevista ficou muito boa mesmo. Acho que o livro vai ser uma boa referencia para quem tem curiosidade de entender melhor o mundo da música eletrônica. As palavras do Tomás despertam curiosidade, e isso é muito bom.
Tainá Lara 17/08/2008, 19:27

EXCELENTE ENTREVISTA!!! E parabéns ao Tomás pelo trabalho e pela coragem de mergulhar numa cultura tão rica, mas ao mesmo tempo, tão polêmica e problemática. Com certeza, vou ser o primeiro a comprar o livro. Boa sorte!
Guigo Monfrinato 17/08/2008, 17:43





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